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É do tempo ou talvez não...

por Dona das Chaves, em 27.10.08


Eu até vinha com vontade de começar a escrever alguma coisa diferente, mas estou a caminho de chocar uma amigdalite, pois, novamente eu sei... agora dei nisto... enfim, a juntar à debilidade emocional as coisas não estão boas para grandes devaneios literários ou jornalísticos, iria sair qualquer coisa sem graça. Voltarei em breve, prometo, se não ficar mesmo no choco, ou se resolver sair da crise, afinal sou eu que tenho de aprender de uma vez que o Pai Natal e o Coelhinho da Páscoa são seres imaginários.

( o desenho podem copiar, e pintar, lol)

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publicado às 23:23

Deu-me para reclamar...

por Dona das Chaves, em 23.10.08
Não venho ao blog há muito tempo, e hoje venho porque me apetece reclamar. De quê? De muitas coisas, e só porque em apetece. Da gaja, que hoje na estrada, me enervou porque andou a travar sem destino, a fazer tentens, e quando a vou ultrapassar mete-se à parva por ali adiante obrigando-me a uma manobra perigosa, porque eu já estava em ultrapassagem e não podia travar... do gajo que ia a 30 km hora quando ultrapassei a dita cuja e que me obrigou a fazer uma travagem entre a gaja e ela. Se uma faz asneira, outro anda tão devagar que mais valia andar de bicicleta, arre xiça, não é preciso andar a alta velocidade, mas andar quase parado...??? ou sou eu que sou implicante? Depois tenho de reclamar das empregadas da charcutaria de todos os super e hipers aqui da zona... todos, não é bem assim, porque há um onde me atendem como peço, mas é o que fica mais longe e fora de mão. Eu pergunto, custa assim tanto cortar fiambre ou presunto, ou lá o que quer seja, fininho como eu peço? Custa? Há dois então onde me dizem que as máquinas não cortam bem, que estragam...e eu que até digo que não faz mal, que não é para comer inteiro, engraçado que são em locais diferentes mas a gerência é a mesma e são ambos da mesma cadeia... será que só lhes forneceram máquinas ranhosas? E porque será que se for a um local da mesma cadeia, noutras terras fora da zona, até cortam como lhes peço...? Para além do facto de andarem a apregoar na televisão que são os mais baratos, aqui nesta zona são os mais caros... mas não são os únicos, parece que por aqui ninguém sabe usar a máquina de fatiar. A excepção, vou fazer publicidade, afinal merecem, são as senhoras da charcutaria do Continente do Fórum Montijo. Já desde os tempos do Carrefour, aqui sempre me fatiaram tudo como pedi, sem margem para qualquer reclamação. Pena que é o mais longe e só lá vou de vez em quando. De salientar que deixo de comprar fatiados para não ter de os devolver... por mau atendimento...
Mais? O gato que mordeu no meu Elvis e que lhe deixou uma orelha em estado bem mau... se passas por aqui meto-te um foguete lá no sitio onde o sol não entra e vais de fininho para lua... Era o que deveria fazer, mas visto que eu não faço mal aos animais, e gatos são gatos, a culpa mesmo é do dono que não dá comida ao pobre bicho e ele vem para a casa dos vizinhos fazer estragos, o melhor é meter o foguete no dono e mandá-lo sem bilhete de regresso para Plutão. A sorte dele é que não sei quem ele é, porque os gatos que por aqui andam nunca são de ninguém... mesmo que usem coleira... deviam ter de pagar a conta do Vet, para aprenderem a cuidar dos animais que tem e não irem fazer estragos fora de casa.

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publicado às 23:13

Dedicatória

por Dona das Chaves, em 14.10.08
A vida lá em casa, era maravilhosa! Havia paz, muito riso, muita cumplicidade, muita brincadeira e muito amor! Os fins de semana eram passados em família, em casa, ou no monte em comunhão com a natureza. As brincadeiras com os miúdos era muito divertidas, de vez em quando deixava-os ganhar os jogos que eles próprios inventavam, só para ver aquelas caras alegres. Os anos iam passando, os miúdos crescendo e os estudos roubavam-lhes algum tempo, assim como os passeios com os amigos, os namoricos eram conversa habitual. Nunca reclamei, era o ciclo natural da vida, e continuámos sempre a divertir-nos quando estávamos em família. Nunca faltou nada lá em casa, e era isso que importava.
Um dia, a minha saúde mudou, e as coisas por casa também mudaram. Subitamente, onde havia amor, carinho, cumplicidade, brincadeira, passou a haver desconfiança e afastamento. Não entendi a razão, perguntava-me porquê? Comecei a ouvir conversas em surdina, outras vezes os semblantes mudavam quando eu entrava, mas porquê, se era uma doença simples, cujo tratamento seguido á risca iria fazer com que voltasse tudo a ser como antes. No entanto, não era esse rumo que as coisas estavam seguir. Continuavam indiferentes, muitas vezes perguntei porquê, mas nunca me responderam. A minha saúde foi ficando cada vez mais fraca, o medicamento acabou e não se comprou mais, a falta da vida de antes, fazia com cada dia ficasse pior. Um dia, achei que tudo ia voltar a ser como antes, afinal no fim de semana íamos para o monte, éramos novamente uma família. No caminho, parámos naquela vila onde era habitual, para esticar as pernas, e apanhar um pouco de ar. Estava distraído a olhar os patos no lago, como era habitual, gostava de os ver sempre muito aprumadinhos, alisando as penas, mergulhando, enfim vida de pato. De repente senti um silêncio, um frio na espinha. Olhei para trás, e não os vi. Fui até ao estacionamento ver se me esperavam no carro, mas o carro não estava lá. O que se estava a passar, estariam a brincar? Só podia. Deixei-me ficar, afinal não adiantava sair, se voltassem podíamos desencontrar-nos. Passaram-se longos minutos, que deram lugar a horas, não estava a entender, que se estava a passar? Comecei a ficar com fome, resolvi procurar o que comer, mas de repente todos olhavam para mim de lado, outros afastavam-se e até puxavam as crianças pelo braço com força. Ia andando, resolvi tomar o caminho para casa, quem sabe voltassem para trás e não estando no jardim, resolvessem também ir para casa, para nos encontramos. Os carros apitavam-me, entrei num portão aberto, resolvi que iria ali pedir algo para matar a fome, mas quando me viram, correram comigo, ofenderam-me, atiraram pedras, chamaram-me Sarnento... Então percebi... Aqueles que em tempos tinham sido a minha família, abandonaram-me, foram embora, deixaram-me ficar para trás porque eu tinha sarna. Senti uma dor tão grande. Porquê? Porquê? Que fizeram aos momentos felizes, às alegrias partilhadas? Só me apetecia chorar, a fome cada vez mais me torturava... Fui caminhando, entrava em algumas portas, era logo escorraçado, sempre chamado de sarnento. Os carros apitavam, outros quase me atropelaram, também já não importava... agora estava por minha conta... e nem a fome conseguia saciar, aquela doença que teimava em me fazer coçar cada vez com mais frequência, sem tratamento não iria abandonar-me... Porquê? Porquê eu? Continuei no caminho, cada vez mais fraco... até onde iria, não sei, mas continuei...
Dedicado a ti, que caminhavas naquela estrada, com o ar mais triste do mundo, que um dia tiveste um lar, mas que foste abandonado ao teu destino, porque aqueles que te amaram um dia, não tiveram a capacidade de te ajudar... Perdoa-me por também eu não te puder ajudar... acredita que me dói, ter passado e ver-te nesse sofrimento, acredita que maldigo os que te deixaram no caminho...

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publicado às 23:31

Estas ovelhas são o máximo!

por Dona das Chaves, em 12.10.08
Eh, eh, eh,eh! O que eu me rio à pala destes bonecos!



Grande Choné!

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publicado às 00:23

A dívida

por Dona das Chaves, em 05.10.08
Já lá vão uns dias... quer dizer, muitos dias... o amigo Gato Pardo premiou uns blogs, entre o quais, o meu ;) . Prometi publicar em pouco tempo, e não o fiz... mas faço-o agora. Obrigado sr. Gato!


Considerem-se premiados os amigos:
Riscos e Rabiscos
Lua Secreta
O que é o jantar
Gato Pardo ( sim, também)
Tontices e Doidices
Perfeito Disparate
A Espuma Dos dias
Não pus os links aqui, mas estão ali do lado direito, porque são os blogs que visito sempre.

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publicado às 00:05

O relógio (final)

por Dona das Chaves, em 03.10.08

...falaram de banalidades. Ele passou-lhe a mão na cara, para lhe afastar o cabelo que lhe caía para os olhos. Sentiu-se estremecer, de repente apetecia-lhe fugir, onde se estava a meter...devia estar a enlouquecer. Ele percebeu o nervosismo dela, e pegou-lhe na mão dando-lhe um beijo suave. Disse-lhe que era uma mulher muito sensual, que a desejava. Foi quanto bastou, para que se lembrasse que se queria vingar dos homens, que queria que ficassem a seus pés, para que sentissem a mesma dor do abandono que ela estava a sentir. Puxou-o para si, beijou-o com muita sensualidade, e fez a mão dele deslizar para as suas nádegas. Ele levantou-se e pegou-lhe ao colo, levando-a para a cama. Ela desapertou-lhe a gravata, e lentamente enquanto o beijava desapertava-lhe a camisa. Ele puxou-lhe o vestido negro revelando toda a sua sensualidade. O conjunto de lingerie que vestia, era de um vermelho diabólico, o que aguçou ainda mais o desejo dele. Desapertou-lhe a parte superior da mesma, e sugou cada um dos mamilos, fazendo-a arrepiar-se. Ela fê-lo livrar-se da restante roupa e empurrou-o fazendo-o ficar deitado de bruços sobre a cama. Começou por lhe percorrer a linha da coluna entre beijos e lambidas que o faziam desejar virar-se, mas aguardou que ela o permitisse. Ela continuou a percorrer o corpo dele agora no sentido inverso. Levantou-se e foi buscar algo que havia trazido. Ele voltou-se, vendo-a vir em sua direcção com um lenço de seda e um par de algemas. Ela ordenou-lhe que pusesse as mãos acima da cabeça, ele obedeceu de imediato. Algemou-o, e afastou-se para ligar a música numa melodia suave enquanto fazia uma dança sensual e despia a restante lingerie que ainda vestia. Algemado ele não podia fazer nada, queria poder tocá-la. A sua nudez revelava um corpo bem delineado, que faria qualquer homem desejá-la e não apenas um vez. Pegou no lenço a usou-o para lhe vendar os olhos. Ela sabia que assim seria mais fácil para ela continuar o jogo. Ele deixou-se estar, sabia que não se iria arrepender. Ela beijou-o suavemente, e foi descendo percorrendo o corpo dele muito lentamente. Parou junto ao seu centro de prazer, rodeou-o com uma mão muito suavemente e uma ligeira pressão, começou por beijar e depois seguiu com toda a calma, enquanto o movimento da sua mão combinado com a sua boca o faziam dar gemidos de prazer. Ele pedia-lhe que parasse, sentia que a qualquer momento podia chegar ao ponto máximo, e ainda pretendia continuar, não ficar por ali. Ela acedeu, e soltou-o das algemas, sem lhe retirar a venda dos olhos. Ele estava livre para lhe tocar. Sentou-se na beira da cama e puxou-a para si, ela sentou-se sobre ele, sentindo-o entrar em si suavemente. Movimentava os quadris ao ritmo que as mãos dele nas suas nádegas a guiavam. Os movimentos que ele impunha eram agora mais rápidos, e chegou ao máximo do prazer em poucos instantes. Beijou-a. Ela levantou-se, tomou um duche, vestiu as suas roupas, preparando-se para ir embora. Antes de sair, ele disse-lhe que queria repetir outras vezes. Ela apenas lhe disse, que as condições se mantinham, que lhe ligasse quando o pretendesse fazer. Apanhou um táxi na porta do hotel e foi para casa, não pensou nos motivos que a tinham levado a fazer de acompanhante de luxo, apenas pensou se seria capaz de continuar. Passou a mão no envelope do dinheiro, e recordou o que se acabara de passar, e sentiu que perante a hipótese de F. querer repetir já tinha ganho a primeira parte do jogo.
Além de F. outros clientes apareceram, alguns propunham-lhe exclusividade, que sempre recusou, ela queria jogar. Viajou, ficou nos hotéis mais luxuosos que conhecia, mas nunca deixou o emprego. Desde aquela noite, que passou a ter uma vida dupla, de dia a sua vida de sempre, à noite e alguns fins de semana, acompanhante de luxo, nunca se arrependendo de ter iniciado este jogo. Agora sempre que em algum lugar olhasse para um relógio, e este tivesse os ponteiros exactamente um sobre o outro, ria-se com vontade, porque sabia que de certeza em algum lugar havia um homem a pensar nela, mesmo sendo o amor de outra qualquer, para ela era o que bastava, era nela que eles pensavam.
FIM
(Esta é uma história de ficção, em algum momento revelando factos ocorridos. Qualquer semelhança com factos, pessoas ou histórias reais é pura coincidência)

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publicado às 23:47


O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou à noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

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