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O relógio (final)

por Dona das Chaves, em 03.10.08

...falaram de banalidades. Ele passou-lhe a mão na cara, para lhe afastar o cabelo que lhe caía para os olhos. Sentiu-se estremecer, de repente apetecia-lhe fugir, onde se estava a meter...devia estar a enlouquecer. Ele percebeu o nervosismo dela, e pegou-lhe na mão dando-lhe um beijo suave. Disse-lhe que era uma mulher muito sensual, que a desejava. Foi quanto bastou, para que se lembrasse que se queria vingar dos homens, que queria que ficassem a seus pés, para que sentissem a mesma dor do abandono que ela estava a sentir. Puxou-o para si, beijou-o com muita sensualidade, e fez a mão dele deslizar para as suas nádegas. Ele levantou-se e pegou-lhe ao colo, levando-a para a cama. Ela desapertou-lhe a gravata, e lentamente enquanto o beijava desapertava-lhe a camisa. Ele puxou-lhe o vestido negro revelando toda a sua sensualidade. O conjunto de lingerie que vestia, era de um vermelho diabólico, o que aguçou ainda mais o desejo dele. Desapertou-lhe a parte superior da mesma, e sugou cada um dos mamilos, fazendo-a arrepiar-se. Ela fê-lo livrar-se da restante roupa e empurrou-o fazendo-o ficar deitado de bruços sobre a cama. Começou por lhe percorrer a linha da coluna entre beijos e lambidas que o faziam desejar virar-se, mas aguardou que ela o permitisse. Ela continuou a percorrer o corpo dele agora no sentido inverso. Levantou-se e foi buscar algo que havia trazido. Ele voltou-se, vendo-a vir em sua direcção com um lenço de seda e um par de algemas. Ela ordenou-lhe que pusesse as mãos acima da cabeça, ele obedeceu de imediato. Algemou-o, e afastou-se para ligar a música numa melodia suave enquanto fazia uma dança sensual e despia a restante lingerie que ainda vestia. Algemado ele não podia fazer nada, queria poder tocá-la. A sua nudez revelava um corpo bem delineado, que faria qualquer homem desejá-la e não apenas um vez. Pegou no lenço a usou-o para lhe vendar os olhos. Ela sabia que assim seria mais fácil para ela continuar o jogo. Ele deixou-se estar, sabia que não se iria arrepender. Ela beijou-o suavemente, e foi descendo percorrendo o corpo dele muito lentamente. Parou junto ao seu centro de prazer, rodeou-o com uma mão muito suavemente e uma ligeira pressão, começou por beijar e depois seguiu com toda a calma, enquanto o movimento da sua mão combinado com a sua boca o faziam dar gemidos de prazer. Ele pedia-lhe que parasse, sentia que a qualquer momento podia chegar ao ponto máximo, e ainda pretendia continuar, não ficar por ali. Ela acedeu, e soltou-o das algemas, sem lhe retirar a venda dos olhos. Ele estava livre para lhe tocar. Sentou-se na beira da cama e puxou-a para si, ela sentou-se sobre ele, sentindo-o entrar em si suavemente. Movimentava os quadris ao ritmo que as mãos dele nas suas nádegas a guiavam. Os movimentos que ele impunha eram agora mais rápidos, e chegou ao máximo do prazer em poucos instantes. Beijou-a. Ela levantou-se, tomou um duche, vestiu as suas roupas, preparando-se para ir embora. Antes de sair, ele disse-lhe que queria repetir outras vezes. Ela apenas lhe disse, que as condições se mantinham, que lhe ligasse quando o pretendesse fazer. Apanhou um táxi na porta do hotel e foi para casa, não pensou nos motivos que a tinham levado a fazer de acompanhante de luxo, apenas pensou se seria capaz de continuar. Passou a mão no envelope do dinheiro, e recordou o que se acabara de passar, e sentiu que perante a hipótese de F. querer repetir já tinha ganho a primeira parte do jogo.
Além de F. outros clientes apareceram, alguns propunham-lhe exclusividade, que sempre recusou, ela queria jogar. Viajou, ficou nos hotéis mais luxuosos que conhecia, mas nunca deixou o emprego. Desde aquela noite, que passou a ter uma vida dupla, de dia a sua vida de sempre, à noite e alguns fins de semana, acompanhante de luxo, nunca se arrependendo de ter iniciado este jogo. Agora sempre que em algum lugar olhasse para um relógio, e este tivesse os ponteiros exactamente um sobre o outro, ria-se com vontade, porque sabia que de certeza em algum lugar havia um homem a pensar nela, mesmo sendo o amor de outra qualquer, para ela era o que bastava, era nela que eles pensavam.
FIM
(Esta é uma história de ficção, em algum momento revelando factos ocorridos. Qualquer semelhança com factos, pessoas ou histórias reais é pura coincidência)

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publicado às 23:47


2 comentários

De tontices a 04.10.2008 às 17:02

Bem! Que história! Adorei , vinha aqui todos os dias para ver se já tinhas escrito mais alguma coisa . Fantástica, e faz o favor de continuar a deliciar-nos com historias destas , please.
Beijinhos

De blue eyes a 05.10.2008 às 23:56

Vamos ver o que me dá na telha a seguir! Nem eu sabia como ia dar a volta à história, foi surgindo e até eu andava curiosa com o fim.
beijinho

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O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou à noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

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