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por Dona das Chaves, em 05.09.11
Não sei quem és! Não sei onde estás! Nem sei se um dia nos iremos encontrar...
Apenas sei que necessito do teu sorriso, necessito do teu abraço... agora...


  

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publicado às 23:44

Por vezes eu supero-me...

por Dona das Chaves, em 13.07.09

O destino, sempre o malfadado do destino. Que poderei eu dizer do meu que num dia me dá o céu, para num minuto me colocar no inferno permanente? Que destino cruel o meu, que me fez amar verdadeiramente quem me nunca me amou nem um pouco. Que destino o meu que é de solidão vivendo rodeada de gente, de barulho e de confusão. A vida não é exactamente como queremos, e de tempos a tempos abrem-se portas que podermos aproveitar e seguir por elas, mesmo sem saber onde nos levam. Eu vou seguindo as portas que se vão abrindo à minha frente, muitas não me levam a lado algum, mas não desisto, o caminho é em frente, e o amor esse um dia há-de surgir, há-de surgir o amor que me ame, que me queira seguir, que queira ser feliz ao meu lado, se eu o vou amar? Vou, não com o mesmo fervor, não com o coração por inteiro, apenas com metade dele, a outra metade está irremediavelmente perdida, nas mãos da desconfiança, entregue à cautela, e ao sabor amargo da traição. Mas apesar de tudo, sou feliz, tenho um caminho de glória pela frente, acredito nas minhas capacidades pessoais e sim há uma luz ao fundo que diz: "A felicidade está aqui, vem!"



(este texto foi de um comentário que deixei algures, noutro blog, é que claro tem mais, mas isso apenas diz respeito ao blog em questão)

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publicado às 23:14

a concha...

por Dona das Chaves, em 22.05.09


Ela rebusca escritos antigos, e vai lendo o que já escreveu em tempos que ainda era feliz e outros nem tanto. Pelo meio vai encontrando textos, cartas, uns com mais sentimento, outros simples escritos de pensamentos banais. Porém um poema desperta-lhe a atenção, e ao ler recorda cada segundo que viveu ao escrevê-lo, recorda cada palavra, cada sentimento que empregou para o escrever. Pegou no poema e resolveu publicar, no local onde costuma deixar os seus escritos mais sentidos, os poemas. Porém a nostalgia deu lugar, à angústia, à solidão que a sua alma teima em não admitir sentir. Quer poder esquecer, mas por vezes a vida teima em não deixar, há sempre qualquer coisa que faz despertar o que já deveria estar adormecido. Não se pode fechar em casa, e nem pode tapar os olhos ou passar a ser surda. Ora são situações que a fazem voltar a lembrar-se, ora são nomes anunciados nas televisões e toda a gente teima em se chamar o mesmo, pensa ela, ora é o modelo do carro com que se cruza, que é modelo raro, ora são as coisas que vai encontrando perdidas e que pensava já se ter livrado de todas, ora são as músicas, são os cheiros que teimam em reavivar memórias. De que lhe adiantou apagar e-mail, número de telefone, foto, cortar toda e qualquer ligação nas redes sociais, se tudo o resto teima em permanecer? Ela sabe que irá conseguir ultrapassar, mas sabe que irá demorar, afinal ela criou uma concha onde se fechou, e só quando a abrir irá finalmente deixar entrar mais alguém no seu universo. A concha, já a protegeu, mas não poderá permanecer lá dentro, irá sufocar com a solidão, com a dor que teima em guardar para si, e que só sabe dividir com o mar, mas o mar não lhe dá resposta, não leva a dor para longe. Por mais que tente sorrir, parecer feliz, ela sabe que os seus olhos a desmentem sem o menor pudor. Ela sabe que os seus olhos reflectem tudo o que a sua alma sente, mesmo que tente esconder.

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publicado às 16:45

(Des)confiança

por Dona das Chaves, em 12.05.09
Ela tem andado numa roda viva. Não, que a vida pessoal tenha dado um salto colossal, pelo contrário está serena, mas a vida profissional tem-na mantido bastante ocupada. A semana anterior foi intensa, teve de substituir a pessoa responsável por um departamento, e não estava suficientemente preparada para tão intensa tarefa. No entanto safou-se, teve alguma ajuda pontual de uma colega, e o saldo final foi positivo, fora o facto de ter acabado a semana completamente esgotada a nível psicológico. Nunca pensou que pudesse ter tanta responsabilidade nas mãos, mas confiaram nela para fazer o trabalho e sem outra solução teve de aceitar. Sabe que mais cedo ou mais tarde vai ter de o fazer novamente, pois o colega vai necessitar de férias de novo.
A sua vida pessoal está calma, está a habituar-se a estar sozinha. O amor deixou de ser prioritário, e vive apenas um dia de cada vez. O amor sereno que conheceu, já tomou outro caminho, ela mesmo se encarregou de o desviar. Sabe que pode amar de muitas formas, mas perdeu a confiança nos outros, e por si só, isso basta, para que ela não deixe que alguma relação vá em frente. A solidão que a sua alma sente é atroz, mas ela não se deixa trespassar. Sabe dentro de si que não é mulher ciumenta quando confia em alguém, mas sabe que não confia em ninguém. Os dias que se seguem serão de introspecção, para se encontrar a si mesma dentro de alguém que nem ela sequer conhece, depois do que passou. Sabe que mesmo que se encontre nessa solidão da alma, lá irá permanecer porque vai continuar sem confiar em ninguém. Sabe que o tempo que passou depois daquele dia ainda foi curto, sabe que o tempo pode ajudar, mas dentro de si permanece uma dor, que jamais se extinguirá, e essa dor não deixa que ela volte a confiar outra vez. Vai ter de aprender a viver consigo mesma, e com a sua solidão que agora será sua companheira, de dia ou de noite. Sabe que poderá viver um triângulo amoroso, ela, o seu amor e a sua solidão.

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publicado às 00:14

Um passo adiante...

por Dona das Chaves, em 13.04.09

Ela pára um pouco, para pensar nos acontecimentos da última semana. Podia estar numa situação diferente, mas o medo fê-la travar. De que lhe adiantou estar com medo, e medo de quê? De ir em frente com a sua vida, de fazer novos amigos, de voltar a sofrer? Por outro lado, pode verificar que na realidade as pessoas, todas, tem um lado oculto, que podem revelar mais cedo ou mais tarde, e se calhar até foi bom ter-se deixado ficar, voltou a ver o lado negro de outra pessoa, mas desta vez não sentiu dor, nem nada, não tinha vínculo nenhum. Serviu para perceber que não tem pressa, que a vida é feita de pedaços que se vão juntando dia a dia e não tudo de uma só vez, porque assim vão haver pontas por fechar, vão haver brechas pelo meio que poderão ser irreparáveis. Agora está por sua conta a nível pessoal. Não que seja mau, mas tem o seu lado menos bom. Já sentiu o gosto amargo da solidão. A decisão que terá de tomar, de ir viver só está a tornar-se complicada. Uma casa, quatro paredes e apenas ela, é assustador. Bastou ter saído sozinha, para comer um hamburguer, e ir ao cinema, para perceber que a solidão é uma companheira cruel, que a noite ajuda à crueldade da solidão e as duas juntas, são uma grande batalha a enfrentar. Ainda tem muito caminho a percorrer, não tem pressa de o fazer, sabe que vai encontrar obstáculos, que tem de transpor.

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publicado às 23:28

Vamos por pontos...

por Dona das Chaves, em 16.06.08
  1. Sou viciada em internet,
  2. Sou viciada em internet,
  3. Sou viciada em internet,
  4. Sou viciada em internet,
  5. Sou viciada em internet,
  6. Estou furibunda da vida,
  7. Estou para lá de furibunda,
  8. Estou siderada, possessa de raiva,
  9. O Adsl sapo, mais o telefone fixo vão ser de vez trocados,
  10. Comigo não se brinca, a mim não gozam,
  11. Estou farta de pagar para ser mal servida,
  12. A reclamação segue para o acesso sapo, mais uma para a DECO, ah pois, porque já chega!
  13. Tudo o que é demais enjoa.
  14. Estou viciada, e não sei estar sem a internet.
  15. A Culpa não é minha, é da solidão, de estar desempregada, de não ter uma família de jeito, é deformação profissional, preciso disto para trabalhar...
  16. Preciso de tratamento, sob pena de acabar na casa amarela.

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publicado às 23:18

Rumo incerto

por Dona das Chaves, em 26.03.08
Suave brisa, sopra leve
na manhã do meu dormir.
Suavemente me eleva, na
busca de te sentir!
Da janela o sol brilha,
a clara luz que me ofusca,
a ausência de ti, me obriga,
a partir em tua busca.
O norte eu perdi,
o meu rumo é incerto,
nada encontro porém,
nem longe nem perto!
Regresso ao refúgio,
da minha alma triste,
pergunto à solidão,
porque tu partiste!

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publicado às 23:10

Há uns tempos escrevia assim...

por Dona das Chaves, em 25.03.08
Olho ao longe,
procuro em vão,
tento encontrar o teu rosto,
no meio da multidão...
As pessoas passam,
na pressa das sua vidas,
tento encontrar o teu sorriso,
para secar as lágrimas caídas.
Ando à deriva,
no meio da multidão,
tento sorrir,
disfarçar a solidão.
Sento-me e lembro ,
aquele sonho que sonhei,
a sonhar eras meu,
acordada, não sei!
Acordo paraa realidade,
e olho novamente a multidão,
continuo à procura do teu rosto,
para queimar esta paixão.

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publicado às 23:25

Veneno

por Dona das Chaves, em 12.01.08
A noite chegou, tudo cobriu com o seu negro manto!
O meu coração precipita-se, numa correria louca,
batendo descompassadamente. Nada do que existe
à minha volta, tem siginificado. As pessoas, que vagueiam
pela casa, nada me dizem, são como estranhos.
Sinto um vazio, um calafrio percorre o meu singelo corpo!
Sinto o sabor do veneno que tentas vezes me falaram.
A solidão mata! Agora sei! Morro cada dia, um pouco!
A falta de um sorriso, um toque suave, um beijo trocado
como prenúncio de uma louca noite de amor.
E a noite é tão longa, como longa é a minha solidão

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publicado às 22:50

Wish you where here...

por Dona das Chaves, em 29.11.07
I ask where are you, my angel!?
Porque hoje, estou assim, com um sentimento de solidão tão grande, quanto a imensidão do mar...





Mas, sei que amanhã o sol vai brilhar de novo...

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publicado às 01:31


O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou à noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

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