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Se a montanha não vem até mim...

por Dona das Chaves, em 09.08.12

 

 

Isto aqui comigo não anda bem, tenho imensas coisas para resolver e simplesmente não me mexo, não movo um dedo, não dou corda ao neurónio. Devo estar à espera que as coisas se resolvam por si, como se isso fosse possível. Avizinham-se tempos ruins, se eu não der corda ao neurónio, e não resolver os meus problemas.

Pus o carro à venda naqueles sites onde tudo se vende, mas nada se compra... e há pessoas que acham que eu lhes vou dar o carro. Assim como assim, vendo-o para abate e sempre ganho o dobro do que me ofereceram. O carro já é antigo, é verdade, mas não estou sequer a pedir o justo valor dele, muito longe disso, e há gente a oferecer-me 300€ pelo carro. Se multiplicarem isso por 5, ainda o levam, por menos não vendo, afinal o valor de mercado é muito acima. Lá porque não necessito do carro, não significa que o queira dar. Vendia por 300€ e depois quem o comprava ia vendê-lo por 2000€ ou mais. Lá porque sou mulher, não significa que não perceba de carros e de valores de mercado, até pelo contrário, trabalho com o sector desde que comecei a trabalhar, e mesmo já não estando ligada à área das vendas, continuo dentro do assunto. Mas, todos os problemas desta vida, fossem a venda de umcarro usado... Vamos ver onde acaba a história do carro!

 

 

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publicado às 15:31

Tiro no escuro...

por Dona das Chaves, em 26.03.12
Também a vida são alguns tiros no escuro, eu já dei uns quantos... em alguns acertei em cheio, noutros falhei por completo. Mas é a cair que nos levantamos, e hoje também a minha alma arde como o fogo, e eu sou capaz de incendiar o que quer que seja à minha passagem! A cada dia sou uma pessoa melhor, e isso devo à vida, aos tombos e à minha força de mulher que não se deixa vencer por coisas de nada! A vida é muito mais que um coração destroçado, ou uma carreira profissional mal sucedida. Somos nós que tomamos o pulso da nossa vida nas mãos e a temos de orientar, sem deixar que sejam os outros a fazê-lo. Eu já estou a orientar a minha vida, como sempre quis! Tenho o que sempre desejei, independência, um lar, dois gatos, e só me faltam as férias de sonho em Itália e Grécia, e o concerto da minha banda favorita, tudo o que vier depois é bónus! Sim eu sou feliz!




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publicado às 01:09

Basta! Já chega...!

por Dona das Chaves, em 17.02.11
A vida não é justa, já aqui devo ter dito muitas vezes. Ontem deixei o meu gato na clínica veterinária, para ser operado ao tumor no nariz. Correu tudo bem, ele portou-se lindamente, mas o pós-operatório vai ser lento e doloroso, afinal foi-lhe removida parte do nariz. Tem sofrido este meu gato, e já era tempo de ter uma vida calma e justa, já são cerca de 13 anos de gato, o que em vida de gato, já está na fase da 3ª idade, e devia ter menos para sofrer, uma vez que nestes anos que já viveu, já teve uma grande dose de aventura e sofrimento. A ficha médica pode atestar tudo o que o meu gato já passou, e não foi pouco, e eu pergunto porquê mais esta? Eu quero fazer tudo o que puder pelo meu Gato, mas temo que se o sofrimento dele continue. Um tumor mesmo num animal, é um processo longo e penoso, e eu espero que amanhã a veterinária me diga que não há metastases, que não há perigo de o tumor estar a espalhar-se noutras partes do meu gato. É o meu melhor amigo, a minha companhia dos dias tristes, o meu apoio nas horas de mágoa. E porra, já chega de sofrimento, é apenas um gato, não merece passar por tanto.

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publicado às 23:15

..........

por Dona das Chaves, em 19.10.10
Estou danada, irritada, para lá de pior que urso! Odeio ser usada, odeio que o meu tempo seja tomado como se eu não existisse para além das tarefas que tenho de fazer para que os outros tenham tempo de lazer, enquanto eu me f#-o a trabalhar, a varrer, a lavar tachos, a passar a ferro, mesmo depois de 8 horas de trabalho stressante. Eu sou um ser humano, que pensa, que se move, e que tem direito a descanso como toda a gente! Estou cansada de ser empregada doméstica por obrigação, de ser comandada como pau para toda a obra, como bombeiro para salvar todas as aflições. Não sou uma egoísta, que não ajuda ninguém, mas não usem o meu tempo todo como se eu fosse um robot, como se eu tivesse obrigação de andar com a vida dos outros nas minhas costas. Não façam depender de mim as vossas vidas, tomem a obrigação de as levar em frente sem dependerem de mim. Eu não sou um saco de boxe, eu também gosto que alguma vez alguém me faça o jantar, até porque eu não sou de por defeitos nos cozinhados do outros... De vez em quando também podiam por a minha roupa a secar, em vez de deixarem sempre a deles para eu por a secar, e ainda me chatearem se não estiver seca... Pois é... estou cansada, e a minha vida está dependente de muito pouca coisa para poder voar, mas até lá terei de aguentar ou rebentar as paredes que me prendem mesmo à força.

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publicado às 00:32

ai....

por Dona das Chaves, em 08.09.10




sou eu por agora...

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publicado às 17:21

Incidências...

por Dona das Chaves, em 27.04.10

Ontem no Telejornal da RTP deu uma notícia sobre as mulheres que retiram os seios por medo de contraírem cancro da mama. Algumas já o tinham numa mama, e resolvem retirar a outra para não terem uma segunda vez. Serei eu que sou parva, ou serão elas? Eu irei fazer tudo o que puder para que me retirem apenas os "caroços" e o menos tecido mamário possível, para conservar o mais que puder do pouco que a natureza me deu, elas mandam tudo aos peixes... não entendo... Sei que é doloroso passar por isto, e eu nem sou nenhum caso grave (até ver...), mas daí a mandar o que está bom fora... então o que faço eu que tenho as duas "tetas contaminadas" e antecedentes familiares? Se calhar é melhor pedir logo ao médico que me retire também os intestinos... por via das dúvidas... Será que devo conservar os pulmões? Nuca se sabe, apesar de neste caso não haverem antecedentes familiares... Vivo num local perfeito para estudos estatíscos em torno da incidência do cancro da mama. Aqui numa área muito restrita morreram 5/6 vizinhas com tumor mamário num espaço de poucos anos, e todas ( a morar) próximas umas das outras. Já para não falar das que foram com outras incidências, o cancro da mama tem muita incidência aqui nesta área ( local com poucos habitantes, isto é campo...). A juntar a isto tenho os antecedentes familiares de tumores mamários e intestinos, e não vou ficar á espera que as coisas avancem para o pior. Por causa do não é nada, volte daqui a 6 meses, a minha prima viu a vida andar para trás em poucos minutos. Antes dos 6 meses teve de ser mastectomizada. Foi do tipo fazer consulta de rotina, fazer biopsia, e já não saiu do hospital... Felizmente já fez a reconstrução mamária, após alguma quimio, perder o cabelo, essas coisas. De referir, que a minha prima vive na Suíça, e eu vivo neste fim de mundo, médico de família não tenho e para ter consulta tenho de bater numa dúzia de pessoas, gritar até me ouvirem em Palmela e mesmo assim tenho de recorrer às cunhas para conseguir consulta no hospital. Portanto ou ando depressa ou os 6 meses viram 6 anos e até lá, já eu morri quem sabe de um AVC que entretanto me dá por tanto stress à conta desta treta. Tenho uma tia na consulta de oncologia (tumor mamário também) a quem eu vou recorrer para uma cunha no HSB Setúbal, ou uma vizinha ( com leucemia) para o IPO em Lisboa. Uma coisa é certa, eu não vou ficar à espera de coisa nenhuma, até porque esta treta me dói num lado e no outro é silêncioso. Quero isto fora do meu corpo, eu não nasci para ser uma tábua, e as mamas fazem parte de mim, os caroços, esses nem pensar.

E mulheres por favor façam o auto-exame mensal, pela vossa vida! (homens também podem fazer rastreio de vez em quando, isto não é só coisa de mulheres)

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publicado às 23:32

Esperança...

por Dona das Chaves, em 28.02.10

A certeza de todas as coisas incertas! Está mais perto do que pensava... e não, não é o meu sonho a realizar-se, mas mais o passado que me tenta perseguir mais perto do que eu desejo. Já estou preparada, afinal a distância é curta e teremos de viver com ela, cada um com a sua felicidade! Ele com a loira falsa, eu com a toda uma vida pela frente e um sem fim de conquistas para realizar. E porque dos fracos não reza a história, eu não desisto da primeira conquista, daquele sonho de menina, que é o meu sonho maior! Quem sabe, onde ele está... a Esperança é a minha rua, a porta logo se vê...

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publicado às 23:55

Enrolada por uma cobra

por Dona das Chaves, em 13.09.09
Estou cansada! Estou muito cansada! Estou cansada das cobras desta vida! Estou cansada da cobra que me enrolou nesta vidinha de merda, de sobe, e desce, de sobe um passo, de seguida cai dois. Eu juro, juro, por tudo o que me é mais sagrado na vida que um dia, a cobra se enrola, se enrola em si mesma e morde a própria língua. Eu juro que tudo o que eu andar para trás a cobra terá de rastejar na vida em metros dobrados. Nunca pensei que alguma vez fosse odiar alguém, mas, tudo na vida tem um mas... odeio, odeio com todas as minhas forças. Cobra, chegará o dia em que te enrolas em ti mesma, e pagarás por tudo o que me fizeste sofrer nestes anos todos. Chegará o dia do teu juízo final, e se existe uma força superior que nos move, essa força vai manter-me viva para te ver rastejar, para te ver pagar todo o mal que me causaste.
(e pensar que um dia tive pena de ti... como eu era ingénua)

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publicado às 00:07

A vida é injusta...

por Dona das Chaves, em 17.08.09
É, a vida é injusta! Dos 3 pequenos do post anterior, um foi adoptado ;) e vai ter uma dona muito meiga e carinhosa, mas... infelizmente nada posso fazer pela menina e pelo outro menino :( :( :( :( e ninguém poderá :( :( :( :( Ontem à noite, um(a) condutor(a) cheio de pressa para chegar a sabe-se lá onde... não digo mais nada, acho que o disse é suficiente, não consigo segurar as lágrimas. Com eles também estava um outro cão preto, que talvez a passear na noite e ao passar por ali, tenha chamado a antenção dos pequenos e eles atravessaram a estrada. A Sra que ouviu o baque pelas três da manhã levantou-se e já nada pode fazer por nenhum. Já havia mais uma sra que viria de Alcácer do Sal para adoptar mais um, infelizmente não veio a tempo. Não consigo dizer, mais nada. Só peço que se existir justiça, quem abandonou e quem atropelou um dia tenha a recompensa pelas suas acções.

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publicado às 22:58

Uma vida pode mudar em segundos...

por Dona das Chaves, em 15.08.09

Hoje faz 16 anos que eu me estampei, literalmente. Uma paragem digestiva, provocada por uma garrafa de água gelada (foi o calor de Agosto, que estava como este ano), foi o suficiente para eu me estatelar contra um morro, e cair da mota dentro da estrada, numa curva. Tive sorte que alguém conhecido passou do lado contrário e me encontrou, e enfim daí até ao hospital ainda vai mais um metro de história. Este acidente mudou toda a minha vida, não porque deixasse marcas, que essas eram só pequenas queimaduras do alcatrão e um traumatismo craniano, mas passou rapidamente. Recuperei bem do acidente, mas mudei, perdi alguns interesses anteriores, e mudei intelectualmente. Quem sabe não tivesse tido o acidente e os anos seguintes teriam sido mais felizes, a nível pessoal. O que eu perdi por ter deixado que o acidente interferisse, quando não teve razões para tal. Ou que perdi por deixar que alguém se intrometesse na minha vida, mas ter 19 anos é daquelas coisas, em que ainda não mandamos em nós, e deixamos que a família se intrometa em coisas que deveria manter distância. Raio de mentalidade retardada...

Hoje estou bem, mas há uma parte do passado após o acidente que ainda provoca algum desconforto, coisas que poderiam ter sido evitadas, sofrimentos que deixarão marcas eternas. Foram quase 12 anos, de mágoa, de vida a escorrer por um canudo, até que consegui por os pés no chão e dizer basta, sou eu que comando a minha vida, sou que escolho quem quero ou não a meu lado, se quero ou não uma vida de sacrifício e de pancada. Passados estes anos, levei duas grandes lições: nem sempre amamos quem temos ao nosso lado, e nem sempre temos ao nosso lado quem amamos. Durante quase doze anos vivi um relação com alguém que afinal eu não amei, e ainda hoje não entendo como achei que era amor um sentimento que só me destruiu. Quando finalmente descobri o que era amor, quando encontrei aquela pessoa por quem seria capaz de mover o mundo só com um dedo, quando a vida me parecia sorrir, essa pessoa não ficou ao meu lado, magoou-me mais que quem me bateu vezes sem conta, magoou-me mais que quem me rebaixava, e me dizia coisas que me lembram a ninguém. Magoou-me sem me tocar com um dedo, magoou-me da pior forma que havia, sem uma palavra, sem um gesto, apenas o acto em si, foi mais do que eu podia suportar. E como um acidente sem grandes mazelas físicas pode mudar tanto uma vida.

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publicado às 00:24


O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou à noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

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