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blue eyes

O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa aquilo que aqui for postando dia a dia, ou à noite...Como só tenho um neurónio disponível, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

blue eyes

O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa aquilo que aqui for postando dia a dia, ou à noite...Como só tenho um neurónio disponível, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

12.Set.07

A chuva

Dona das Chaves
Estou sempre a jurar que me deito cedo, mas, não consigo. Já era para ter ido para a cama a estas horas. Não só não tenho sono, como não tenho a miníma vontade de ir trabalhar amanhã, por saber que vou para o desemprego, e porque simplesmente estou saturada de acordar ás 5.30h, para nada. Eu sou meio morcega, gosto da noite, ou melhor, sou gata. Nome de gata: Xana, olhos de gata: azuis, e signo chinês de gata: Tigre, portanto a noite é minha amiga. Só me faltam os telhados, lol.
Bem , mas este post é para falar do tempo lá fora. Desde ontem que de noite está de trovoada. Para muitos, não é nada bom, para mim é algo que podia ser fixe, e só não é porque não tenho mais aquela pessoa para partilhar a noite. Sinto a falta dessa companhia, nestas noites chuvosas( e nas outras também). É tão bom estar enroscada, debaixo do lençol, com quem amamos, a ouvir a chuva bater nas janelas, e a trovoada a ressoar com voz grossa. A trovoada continua a ressoar lá fora, e eu vou continuar sozinha....
11.Set.07

Tempo de sobra

Dona das Chaves
Agora que vou ter tempo para ver televisão, até de madrugada, já não há CSI sem ser repetido, donas de casa desesperadas? Só se for eu, ás voltas com esta casa de malucos. Enquanto tive trabalho, a televisão andou com bons programas, e eu tinha de me deitar cedo, agora que vou ter "boa-vida", só dá caca. Mas vou ter tempo para continuar o meu livro, ir dar uns passeios á beira-mar( sozinha, infelizmente), e orientar a minha vida, quem sabe preparar a minha partida para Inglaterra, e tentar de uma vez, por esta cabeça no lugar e ir ganhar uns trocos por terras de sua majestade, para construir a minha casita, agora que finalmente as escrituras do terreno vão andar.
Como vou ter tempo de sobra entretanto vou tentar fazer uns trabalhitos a partir de casa, para aumentar o rendimento.
10.Set.07

Números

Dona das Chaves
Ora bem, hoje em dia tudo muda, agora é daqui a pouco não é, depois volta a ser novamente. Tudo muda á velocidade da luz, quer seja o clima, a cor do dinheiro, ou as relações entre as pessoas. Agora que decidi ir definitivamente morar sozinha, o meu trabalho, que sempre foi precário, o facto de ter um contracto, não me dá garantia de nada, tem prazo terminado a 1/10. Eu sempre soube que iria ser assim, mas chateia-me o facto de neste país sermos números e como tal somos tratados. Fazemos parte das estatísticas, quer estejamos a trabalhar ou desempregados. Se trabalhamos fazemos parte do X de população activa, se estamos desempregados, fazemos parte do X % de desempregados. Ora somos números quando deveríamos ser cidadãos, com direitos, e não apenas com deveres. Acho muito bem, que tenhamos de ser nós a procurar trabalho, em vez de se estar em casa a ganhar cu (engordar sem nada fazer), á espera da miséria do subsidio. Pelo menos a mim essa parte não afecta, pois sempre fui eu que procurei trabalho pelos meus meios, nunca fiquei á espera das ofertas do centro de emprego. Já estou á procura de trabalho, desde inicio deste mês, mas caramba, num país que nos trata como números, como se de um rebanho de ovelhas se tratasse, é uma tarefa complicada, porque não se preocupam em "criar pasto para as ovelhas produzirem". Depois vem falar que temos baixa produtividade, se não temos onde e como produzir, como vamos inverter a situação? Estes desgovernos, que nos desgovernam sucessivamente, só se preocupam com os tachos para eles e os amigos e com os ordenados chorudos que podem auferir enquanto o tacho durar e encher os bolsos á conta dos descontos dos que trabalham. Estou confusa, e acho que muito escrevi, mas nada de concreto consegui dizer. Afinal, vou ser um número, para o estado, para a segurança social e um problema para mim mesma, que não gosto de estar sem trabalho, e a merda que me vão pagar, (que em abono da verdade será o ordenado minímo, que é quase o mesmo que ganho a trabalhar), não chega para eu poder sair deste "moquifo", antes de dar em doida. E tudo isto, se tiver 540 dias de descontos, porque se não perfizer esse total de dias, ainda vou ganhar o ordenado minímo de 2004, que foi a última vez que fiz um "contrato" com o desemprego e que não gastei todo, porque sempre procurei trabalho. Aiiiiiiiiiiiiiiiii.
08.Set.07

Hoje e amanhã.

Dona das Chaves
"Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje." São muitas vezes estes ditos populares que nos fazem acordar, e perceber que são palavras sábias. A vida encarrega-se de nos dar grandes lições, ou nós encarregamo-nos de de fazer as asneiras para depois aprendermos essas lições. Nunca tinha deixado nada por fazer, que se viesse a revelar uma lição, até á pouco tempo. Andei dia a dia a adiar se o faria ou não, não fiz, deixei por fazer, e como tal veio a revelar-se uma lição de extrema importância. Neste último ano, cresci como pessoa, como ser individual, com vontade própria, e com metas a atingir, para as quais tenho dado o meu melhor. Tenho trabalhado como nunca pensei trabalhar, mas tenho levado grandes pontapés da vida. Não que nunca os tivesse levado, mas agora têm outro impacto, porque antes a noção de vida que eu tinha, era algo superficial, enquanto hoje começo a tomar consciência da minha posição na minha própria vida. Sou eu que comando, sou eu que decido, afinal eu sou a pessoa mais importante da minha vida. Mas aprendi que a solidão se manifesta de mais do que uma forma, e que por vezes, mesmo estando acompanhados, estamos sós. Sei que irei sentir o verdadeiro peso da solidão, quando estiver a viver sozinha, ainda não estou e já a sinto na pele. Também sei que irá ser longa a minha passagem pelo mundo da solidão, porque se por um lado ela pesa, por outro estou farta de ter gente ao meu redor e preciso de espaço, tanto fisico, como mental. Mas não voltarei a deixar para amanhã o que pode ser feito hoje. Mesmo que seja algo que hoje não parece importante, porque amanhã pode ter outra dimensão.
06.Set.07

Sem palavras

Dona das Chaves
Há tempo que não venho aqui escrever nada, mas tenho andado em baixo, com a moral no tapete, e pelo andar da carruagem, não vai melhorar tão cedo. Neste momento até a minha vida deixa de ter importância, quando recebo noticias tão tristes como a que recebi hoje. O filho da minha melhor amiga, (acabou de fazer 2 anos a 21 de Agosto), andava doente há uns tempos e nada de descobrirem o que o bebé tinha. Este fim de semana fui visitá-los ( há imenso tempo que não o fazia), e notei que realmente o menino não tinha quase força nas perninhas para se manter em pé ou andar, mas como ela me disse, ele vomitava imenso, e ficava sem forças. Estava a ser seguido pela médica de família, por duas pediatras, a dele e outra no hospital, estava farto de fazer exames, ao estômago principalmente e não detectavam nada. Tinha então uma Ressonância Magnética para ir fazer na segunda feira. Ainda não tinha telefonado (grande amiga eu), para saber o resultado desse exame, telefona-me ela hoje e pergunta-me se estou sentada, se não estivesse, que o fizesse, que o que me ia dizer era forte. Gelei, e sentei-me, não conseguindo sequer pensar. O André tinha um tumor com 5 cm na cabeça, foi operado de urgência na terça feira. Fiquei sem pinga de sangue, mas tive que recuperar logo, afinal a minha amiga estava necessitada de conforto, não de uma gaja que não articula uma palavra com o choque. E choque foi o que ela teve, ao ouvir, o que ouviu, de chofre, quando lhe disseram o que o bebé tinha. Felizmente está a recuperar bem, agora só o tempo pode dizer qual a evolução da situação, e como ela diz é viver um dia de cada vez, e eu digo por agora, pois, acredito que o pior já passou, e que logo, logo vamos ter o André a correr por aí. É nestas alturas que as nossas vidas deixam de ter qualquer importância. Agora o mais importante é estar do lado deles, dar-lhes força, que tudo vai passar.
02.Set.07

Só comigo

Dona das Chaves
As coisas que eu aguento, nem dá para acreditar. Não me basta uma família de gente chata, como ainda vem um estúpido de um gajo de quem quero distância, assim tipo da terra á lua, para me tentar "atazanar" o juízo. Não se toca? Telefona um sem número de vezes, manda outros falarem, a perguntarem por mim, só para saber se eu ainda estou por aqui, se continuo solteira, fod------. Quando é que isto termina? A minha família, que são tão espertos( que nem botas da tropa), não conseguem perceber quem está do outro lado da linha e dizem ela não está, saiu, mais uma vez fod------. A ordem é dizer: " Não vive aqui, quem quer falar com ela? Não estou autorizado(a) a dar o número de telefone, mas posso dar recado quando ela cá vier." ou " Não está, mas posso chamar o marido, quer falar coma ele?" Será difícil dizer isto? É tão simples, e põe o salafraio a milhas, mas não, tem de dar a ficha completa e nem perguntam quem quer falar comigo, fod-----. Mais dia menos dia vou ter o sacana a passar aqui á porta, ou no café á minha espera ou coisa parecida. Lá vou ter de ir directo á GNR, e entregar o gajo, arranjar uma providencia cautelar, ou corro o risco de "me passar da marmita", roubar uma arma e dar-lhe um tiro, sério parece drástico, mas eu odeio a pessoa, já me fez muito mal, e se me aparece na frente posso ter uma reacção violenta e inesperada, eu que não costumo ser violenta. A situação anda a deixar-me os nervos em frangalhos, já não basta o que estou a passar a nível pessoal, ainda vem este traste para me dar cabo da paciência? Oh, eu até ando a precisar descarregar a raiva e a frustração, e quem melhor para levar com os maus fígados que quem nos fez tanto mal, ele que se digne aparecer-me na frente.... Vai conhecer uma Xana que nunca viu, oh se vai.
Eu nem posso ir ao Fórum Montijo, por causa do gajo, (trabalha lá), e se eu por lá apareço é perseguição certa, para lá ir tenho de ir acompanhada para não ter de levar com ele e ir queixar-me ao segurança. Alguém aguenta uma coisa destas? Quem eu quero não me persegue, logo um traste destes é que não se toca? Será difícil perceber que eu não quero sequer saber que está vivo, quanto mais vê-lo. É tão puro como eu me chamar Alexandra, o mais perto que admito estar desta pessoa, é á distância que estamos, ele na terra dele, eu na minha, qualquer distância menor que esta, causa-me náuseas, e vontade de fugir. Esta vida é mesmo injusta.

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