Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

blue eyes

O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa aquilo que aqui for postando dia a dia, ou à noite...Como só tenho um neurónio disponível, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

blue eyes

O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa aquilo que aqui for postando dia a dia, ou à noite...Como só tenho um neurónio disponível, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

20.Mar.08

Mimos

Dona das Chaves

Este dia deu cabo de mim, acho que o peso que ganhei nestas duas semanas já se foi com os nervos. Não consigo, de todo, melhorar o meu peso, há sempre uma m---- que me estraga tudo. Preciso de mimos, preciso desabafar, preciso sorrir, preciso de mar para me acalmar, preciso de sol. A minha vida melhora num dia, piora dois. Quero mimos, quero sorrir, quero mar e sol, será pedir muito desta vida?
19.Mar.08

Dia grrrrrr....

Dona das Chaves

Hoje para não fugir á rotina não foi dia de sorte... Se não tenho nenhum rasgo de sorte nos outros dias, hoje ainda foi pior. Não me bastava a manhã não ter sido coma planeei, de tarde tudo piorou, e de que maneira... Fui tratar de assuntos de trabalho, atá aí tudo normal. No regresso, resolvo passar no hiper-mercado para trazer algumas coisas em falta. Saio do carro, fecho a porta, mas há um dedo mindinho, mais cansado que os restantes que se deixou ficar para trás... auuuch... entalei o dedo e o meu instinto foi puxá-lo... Não foi na fechadura, mas serviu para lhe rasgar a pele em mais de um lado e para que a unha ficasse apenas presa por uma ponta... auuuuch. Ok, sangue frio como a situação exige, há que decidir... vou às compras, ao sap ou às urgências... Vendo bem, a situação não está propriamente para compras, o sap da área de residência é a alguns quilómetros e eu estou em Setúbal, logo as urgências e a enfermeira amiga estão a um telefonema de distância. Dedo enfaixado num lenço de papel, as dores a começarem lá vou eu. Começa mal, a enfermeira está de serviço na reanimação, logo não deverá ter tempo. Faço a inscrição, e vou à triagem... podia ter o dedo a cair, que levo uma pulseira verde, pois então aquilo é para ecologistas mesmo... Bem, pela hora e pelo tempo que terei de esperar, telefono a avisar que não vou dar formação, e toca de enviar mensagem aos formandos. Como as coisas nunca estão suficientemente más, o telemóvel dá erro no envio das mensagens, eu repito mais que uma vez... telefona uma formada a dizer-me que já recebeu 4 mensagens... grrrrrr, nem sei como o telele não foi para a reciclagem...
Bem lá sou chamada, e uma coisa que se vê a olho nu que não precisa de rx, vai para o rx... ai a minha vida... por aí até não demorou e sou enviada para a ortopedia. Como eu sabia, e previa não afectou o osso, só a unha. Aquilo está à cunha (cof, cof), há muito trabalho (cof, cof), mandam-me para casa, sem desinfectarem o dedo, e não tiram a unha, nem fazem um penso...ai a minha vida, outra vez... Pago 8 euros e tal pela urgência, mais não sei quanto pelo rx, e mandam-me sem mais nada para casa. A minha amiga já andava à minha procura, e não me deixa sair sem um penso gordo no dedo, e com as recomendações de como tratar isto como deve ser.
Dia perdido, já não vou mesmo trabalhar, passo então pelo hiper para trazer as faltas. Chego à caixa, os MB resolvem ir de férias da Páscoa sem aviso prévio....grrrrrrr. Lá fui levantar dinheiro, paguei e vim embora, fula com o meu dia. Já em casa, começam a chatear-me com coisas para amanhã, com as quais eu não tenho nada a ver. A mania que as pessoas têm de contar com o c- dos outros para coisas que só servem para chatear. Parece que amanhã o dia não será melhor. Grrrrrr
17.Mar.08

Decisão...

Dona das Chaves



Hoje dicidi que te odeio. Odeio-te com todas as minhas forças, e de hoje em diante será assim! Para sempre! Não mais terás direito ao meu amor. Decidi, que não te amo, como decido que roupa vestir. Não tens mais ordem para me roubar sorrisos sem sequer te ver. Decidi que te odeio, tal como odeio coentros, decidi que és um coentro na minha vida. Nem o cheiro suporto, só de pensar arrepio-me. De hoje em diante odeio-te, odeio lembrar-me de ti, odeio saber que exististe na minha vida. Hoje decidi que te odeio, porque te amei mais do que podia. Odeio tudo o que me fizeste crescer, odeio que tenhas sequer olhado para mim. Hoje decidi que te odeio, por tudo que vivi nos teus braços. Odeio que te tenhas lembrado de mim, quando o mar te levou longe. Odeio ter deixado que te ligasses novamente na minha corrente. Odeio que me tenhas chamado anjo, odeio tê-lo devolvido. Hoje decidi que te odeio.



Uma vez o amor perguntou ao ódio:
-Por que tu me odeias tanto?!
O ódio respondeu:
-Porque um dia te amei demais.

16.Mar.08

Na mão ou na boca....?

Dona das Chaves
...lol. Não pensem mal de mim, mas sim do Vaticano, ou da igreja ou lá o que é. Caramba, que parecem os membros de S. Bento, a ter ideias de caca a toda a hora, livra. Não é que agora querem que os padres passem a dar a "comunhão" na boca, deixando de o fazer na mão... lol. Não sou de grandes ideologias cristãs, ou como quem diz, não vou à igreja a não ser quando decido que sim, que tenho alguma coisa a fazer lá vou. Não vou lá para confissões, e comungo quando acho que o devo fazer. E recebo a comunhão na mão, não acho jeito que o padre meta os dedos na boca de uns e de outros. Assim, como assim, já me sujeito a micróbios, vírus e outros que tais, porque mesmo que tenha as mãos lavadas, a meter a mão na boca de uns e de outros... Que lá por irem à igreja todas as semanas, nada garante que os "fiéis" sejam asseados e lavem os dentes, ou não sejam portadores de doenças, que acabam nas mãos do padre, que não será santo e portanto pode transportar "bicheza" de uns para outros. Portanto não acho higiénico, que a comunhão seja dada na boca, não há garantias de higiene, de nenhuma das partes. Lamento se alguns ficam chocados com o que aqui escrevo, mas a igreja não está a andar em frente, está sim a dar uns passitos atrás. Por essas e por outras é que cada vez menos, me identifico com religiões, sejam elas de que natureza for.
16.Mar.08

Bairrista

Dona das Chaves
Pois é, hoje o meu post é para enaltecer o que se faz aqui na minha terra. Passando a parte da publicidade, este vinho Syrah, colheita de 2005, da Casa Ermelinda Freitas, ganhou a medalha de ouro mundial, de entre cerca de 3000 e tal vinhos mundiais. É dose. Só prova que por estas terras se fazem coisas muito boas. Parabéns à Casa Ermelinda Freitas, e à minha terra Palmela, que tem gente de trabalho, que se esforça, e que mostra o valor das gentes do campo. Parabéns à freguesia de Poceirão que assim se mostra ao mundo, como terra de bons vinhos, dentro dos vinhos da Península de Setúbal. Parabéns por este prémio. Pode ser que agora que retirou o estatuto de freguesia rural ao Poceirão, por conta de um pseudo-aeroporto noutro concelho vizinho, perceba agora que queremos é produzir boa pinga e não sementeiras de aviões. O pessoal de Alcochete que fique com os aviões, que nós preferimos viver do trabalho suado do campo, mas que dá muito mais gozo, e mostra muito mais valor por este mundo.
Ora cá está um bom vinho para um jantar a dois, à luz de velas, com direito a "sobreamesa"..., lol.
Sinto-me bairrista, mas sempre gostei de defender a minha terra e as gentes de cá.
13.Mar.08

Um filme

Dona das Chaves
(imagem retirada da internet)

... entraste no ---, um arrepio percorreu-me de alto a baixo. Fiquei calmamente, na vã esperança de uma aproximação. No meu imaginário já rodava o filme dos nossos corpos, em suaves ondas de prazer. As tuas mãos suaves percorrendo a minha pele, a tua boca deslizando, em beijos quentes no sentido descendente em velocidade lenta, enquanto o meu corpo se incendeia mais e mais. As minhas unhas roçam suavemente nas tuas costas, qual gata que pede mais e mais... sugo a tua orelha, arqueias o corpo numa onde de prazer que te leva num impulso a puxar-me de encontro ao teu centro de prazer num abraço apertado. Sinto a tua masculinidade, forte e sedenta de mim, abrando-te as intenções com um longo beijo, e vou descendo no teu corpo, beijando, sorvendo cada gota com sabor a sal, libertada no calor do momento. Ocupas-te de mim como eu de ti. Levamos o mesmo tempo a chegar ao ponto que pretendemos, numa sintonia que nunca conseguíramos. Sinto o calor da tua língua, dos teus lábios no interior das minhas coxas e começo lentamente a sentir-me em aceleração. Ocupo-me de ti, tentando fazer com que te sintas o ser mais desejado, e tentando abrandar a onda de prazer que me envolve naquele momento que, quero que seja de ambos. O tempo que se passa, não interessa, sorves cada gota da minha essência com o mesmo entusiasmo que eu sorvo a tua pujança de homem abandonado às mãos de uma gueixa. Uma explosão dos sentidos de ambos dá-se naquele momento, e dois corpos ardentes quebram por instantes, para logo depois recomeçar...
A aproximação, não se deu, mas o filme realizado no meu imaginário deixou-me com um sorriso, e como diz o ditado "a esperança é ...."


(eu devia estar a trabalhar... mas... deu-me para escrever, o inspirador disto tudo andava por aí,
e vai daí, soltei-me... pena que nunca vai ver...)

12.Mar.08

A carta (final)

Dona das Chaves

(continuação)


Não percebo, o porquê de me iludires, parecias ser sincero comigo. Não percebo o porquê das mensagens em que me chamaste amor, que eu achei precipitadas, mas nunca te disse, não entendo de todo, as palavras que me fazias chegar todos os dias, que afinal, não eram verdadeiras. Eu odeio o Natal, e tu fizeste-me acreditar que um dia podia gostar desta época. Agora ainda odeio mais.
Também sei que as circunstâncias da vida por vezes alteram as relações entre as pessoas, mas aqui, as circunstâncias em nada contribuíram. Ainda me ecoam as últimas palavras que ouvi directamente de ti, numa fria manhã de Maio. Nessa manhã, percebi, que eu já não era mais motivo de interesse. Na noite anterior, já tinha percebido… a distância… E foi essa distância que, me levou a cometer aquele que eu acho que foi o maior erro da minha vida. Prefiro pensar que foi esse erro, que fez com que tudo se desmoronasse. È mais fácil, para mim pensar que fui eu que provoquei o teu afastamento, pela minha criancice. Nunca me disseste porquê, que me podias magoar mais se o fizesses. Magoou, muito mais não perceber, não saber o porquê… Para quem dizia não ter intenção de magoar, também não evitaste de o fazer. E eu fiquei sem perceber. Existe um ditado que diz que nunca devemos dizer nunca, mas eu digo, o que se passou nunca vou saber… essa será para sempre uma dúvida que vai existir dentro de mim… Lamento o meu erro, sei que para ti, só se erra uma vez, mas será que nunca erraste? Será que nunca pediste desculpa por um erro teu?
Hoje ainda me é difícil viver sem sentir o teu perfume, o calor do teu corpo, o sabor da tua boca. De todas as vezes que me deito numa cama acabada de estender, lembro-me de cada vez que o fazia contigo…
Um dia sei que vai diminuir esta mágoa, mas agora ainda é difícil, viver um só dia em que não me lembre do que vivi.
Apesar de tudo isto, desejo que sejas feliz! Sim, desejo-te toda a felicidade do mundo, e que nunca ninguém consiga magoar-te.
Esta mensagem atiro-a ao mar, que sempre foi meu confidente, o mar a levará onde quiser.

Estas são as palavras que nunca te direi:

Quero-te!
Amo-te!

Ficou o meu desabafo, para sempre tua A.


( esta mensagem foi mesmo lançada ao mar dentro de uma garrafa, qual o seu destino jamais se saberá... serviu como desabafo de uma alma inconformada, a quem o mar roubou o coração, e o entregou a uma estrela do mar...)