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blue eyes

O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa aquilo que aqui for postando dia a dia, ou à noite...Como só tenho um neurónio disponível, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

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O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa aquilo que aqui for postando dia a dia, ou à noite...Como só tenho um neurónio disponível, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

29.Set.11

Justiça à portuguesa...

Dona das Chaves
Nem sei como ainda me espanto com certas notícias, afinal neste país tudo é possível. Não será de espantar que este ano tenham existido mais mortes por violência doméstica, que nos anos anteriores, e enquanto os tribunais continuarem a agir como nesta notícia, os números tenderão a piorar. Eu sei o que é esta violência, seja ela física ou psicológica. Também sei que depois da primeira, nunca mais há um STOP. Por mais pedidos de desculpa, por mais promessas de que nuca mais se repetirá, tudo será ainda pior. De cada vez, que se repete é sempre pior, e se damos luta, se ganhamos força e tentamos fazer frente, é mesmo pior. Eu ainda andava pela casa dos vintes, e consegui por termo ao pesadelo. As marcas, essas ficam para sempre, condicionam a vida futura em todos os aspectos, principalmente na parte dos afectos. O medo da repetição vai estar lá, sempre. Por mais que tentemos ignorar, vai saltar ao mais pequeno pormenor, ao minímo vislumbre de uma possível discussão, fica-se á espera de uma mão que vai voar em nossa direcção, de uma palavra que vai cravar no coração, uma dor tão atroz, que nos faz perder as forças. Nunca mais se é a mesma pessoa. Está em nós, mulheres ou homens, vítimas de violência, dar o primeiro passo para nos libertarmos. Quando não é possível, as coisas tendem a terminar mal, como neste caso. E depois os tribunais, que deviam de estar do lado das vítimas, acabam por estar do lado do agressor. Não entendo a justiça portuguesa, o que é preciso para que um caso como o da notícia seja considerado um caso de violência doméstica? Em muitos casos, decisões destas, acabaram por fazer com que os números das estatísticas disparassem no pior sentido... Pergunto eu, se a senhora vitima desta violência, for a casa do(a) Juiz, e lhe der com uma cadeira em cima, também não pode ser considerado violência, pois não? E se o ex-marido da senhora acabar por a matar, o(a) Juiz, também vai para a cadeia por cumplicidade no crime? Como pode a justiça, num caso destes aceitar que o agressor pague mais de multa, que da agressão à vitima? Caminhamos mesmo para a uma nova idade das trevas...

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