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blue eyes

O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa aquilo que aqui for postando dia a dia, ou à noite...Como só tenho um neurónio disponível, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

blue eyes

O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa aquilo que aqui for postando dia a dia, ou à noite...Como só tenho um neurónio disponível, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

17.Out.07

Recaída

Dona das Chaves
Isto anda mau. Todo este tempo depois, já achando que a situação estaria em processo de cura quase total, acho que tive uma recaída... Sinto-me em baixo, tal como um cachorro abandonado. Sinto-me perdida, e acabo por recordar tudo o que vivi intensamente em três meses apenas. Talvez seja da aproximação daquela época que odeio, agora ainda mais... Odeio o Natal, para mim podia não existir. E a Passagem de Ano? Ainda gosto menos. Este novo ano começou exactamente com uma ausência... Daí para cá, tentei superar, andei de rastos, mas um dia voltei a sorrir, e esse sorriso esteve comigo por algum tempo. Pensei que também estaria a fazer sorrir, mas enganei-me... o meu sorriso voltou a desvanecer-se naquela manhã de Maio. Depois dessa manhã, tudo se desmoronou, e deixei de entender o que quer que fosse. Um impulso de raiva tomou conta de mim, e passei a entender ainda menos... Tentei assentar as ideias, fui conseguindo resolver algumas coisas dentro de mim e percebi que já não voltaria a ter o tal sorriso para mim. Cruamente, entendi que esta história nunca tinha realmente acontecido, a não ser, para mim. Entendi, que o que julgava ser uma história por escrever, não tinha sequer um principio, tinha sido apenas uma ilusão, que durou pouco tempo. De quem foi a culpa, nunca irei saber, tudo ficou ainda mais confuso. Tento não pensar, é impossível, não sentir, muito menos... há pequenos nadas que trazem á memória momentos, sentimentos, barulhos, gestos... tenho uma recaída... torno a sentir saudades, a falta de um sorriso, daquele olhar, do toque suave das mãos, do beijo ardente e profundo, da cama sempre acabada de fazer, das noites frias envolvidas nuns braços protectores... Que merda, porquê? Nunca irei entender, é a única certeza que tenho.
Quem sabe um dia volte a amar, quando o tempo conseguir apagar o que o coração teima em recordar...

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