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Um anjo visitou-me...

por Dona das Chaves, em 24.11.11
Não sei o que me espera nos próximos tempos. Consegui que uma parte do meu passado recente levasse um bilhete só de ida para o báu dos casos terminados. Consegui uma serenidade interior a nível emocional e afectivo que espero se mantenha por bom tempo. Não posso explicar o que aconteceu e que levou a este estado de alma, mas posso dizer que por vezes alguém nos dá a mão e nos leva sem pressas, por caminhos que nos conduzem onde deveríamos estar. Foi o que me aconteceu, e agradeço a quem me trouxe aqui. Um dia, talvez novamente noutra dimensão, voltaremos a dar a mão.
Dedico-te esta música, porque sabes que sim, gostava que estivesses aqui...



(gostei de ter caminhado a teu lado, e de ter tocado a tua mão, e sim devo ser louca, não me importa)

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publicado às 00:05

Basta! Já chega...!

por Dona das Chaves, em 17.02.11
A vida não é justa, já aqui devo ter dito muitas vezes. Ontem deixei o meu gato na clínica veterinária, para ser operado ao tumor no nariz. Correu tudo bem, ele portou-se lindamente, mas o pós-operatório vai ser lento e doloroso, afinal foi-lhe removida parte do nariz. Tem sofrido este meu gato, e já era tempo de ter uma vida calma e justa, já são cerca de 13 anos de gato, o que em vida de gato, já está na fase da 3ª idade, e devia ter menos para sofrer, uma vez que nestes anos que já viveu, já teve uma grande dose de aventura e sofrimento. A ficha médica pode atestar tudo o que o meu gato já passou, e não foi pouco, e eu pergunto porquê mais esta? Eu quero fazer tudo o que puder pelo meu Gato, mas temo que se o sofrimento dele continue. Um tumor mesmo num animal, é um processo longo e penoso, e eu espero que amanhã a veterinária me diga que não há metastases, que não há perigo de o tumor estar a espalhar-se noutras partes do meu gato. É o meu melhor amigo, a minha companhia dos dias tristes, o meu apoio nas horas de mágoa. E porra, já chega de sofrimento, é apenas um gato, não merece passar por tanto.

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publicado às 23:15

Coração de Novembro...

por Dona das Chaves, em 11.11.09

Ela não tem mais aquele brilho nos olhos, aquele sorriso largo que abraça o mundo. Vive, dentro de si própria, consigo mesma, na sua tristeza. Faz de tudo para ninguém perceber, mas os seus olhos, esses não mentem, nem mesmo nas fotografias. Por muito que sorria, o brilho azul mar dos seus olhos, é agora pálido, e triste. Ela junta todos os cacos como se de peças de um puzzle se tratassem. Compõe o puzzle daquele tempo, peça a peça, a tentar perceber onde é que falta uma peça. Dá voltas e voltas, encaixa, desencaixa, volta a encaixar, nada nem uma falha, nem uma peça a menos. Assim não podia adivinhar, jamais podia adivinhar. Olha para o calendário, 12 de Novembro, faz um ano que lhe colocou nas mãos um coração, uma caixa de bombons em forma de coração, com duas mensagens explicitas, uma de parabéns pelo aniversário, outra... que aquele era o seu próprio coração, que lhe colocava nas mãos. Durante os meses seguintes, o seu sorriso abraçava o mundo, os seus olhos tinham aquele brilho que tem os que amam e se sentem amados. Durante os meses seguintes, viveu para o dia do regresso do seu amor. Ele regressou e no primeiro minuto, já tarde da noite disse-lhe que estava em terra, que no dia seguinte, o dia era deles, e assim foi. Ele falou-lhe como se fosse um homem de princípios, que nunca iria tomar uma atitude de sacana. Foi de fim de semana, regressou diferente, e sem sequer a avisar, sem lhe dizer nada, declara publicamente o seu amor a outra. Ela desmoronou, o sorriso apagou, já não abraça sequer o espaço do seu quarto, quanto mais o mundo, o seu olhar já não brilha, nem mesmo junto ao mar, os óculos escuros são a sua capa, são a cara das suas fotos pessoais.
Ela não tem mais aquele brilho nos olhos...

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publicado às 23:39

Drogas...

por Dona das Chaves, em 06.06.09
(imagem do Sr João Palmela, em http://fotografiadejoaopalmela.blogs.sapo.pt/)


O tempo passou e ela meteu-se em sarilhos novamente, porque será que não aprende de uma vez que não é um gato? Porque será que não aprende com o ditado que diz que a curiosidade matou o dito? Foi um recuar no tempo, voltar ao dia em que o mundo deixou de ter cor para ela. Se estava tão bem, porquê voltar atrás? Perdeu o peso que tanto lhe custara a recuperar, em apenas 24 horas. Voltou a tomar drogas, e de novo anda quase a dormir de pé, mas pelo menos a dor já não a incomoda, e sente que está a retomar o caminho de que se desviou 48 horas antes. Sabe que é uma luta inglória, e que desta vez as drogas não podem ser postas de lado sem que esteja totalmente recuperada. Sabe que vai levar muito tempo, e que terá que ser muito forte, mas ela só quer sair da depressão em que caiu, só quer deixar de sentir que o mundo não é colorido e que existe mais vida para além da dor. Não desistiu dos objectivos que traçou, apenas sabe que será um pouco mais difícil alcançá-los, mas vai em frente, vai recuperar cada grama perdido esta semana, nem que se arrebente a andar de bicicleta e arrebente com as máquinas no ginásio. Prometeu a si mesma não descurar os cuidados básicos com a pele, que por agora parece uma lixa. Prometeu não voltar costas à luta que tem de travar com o seu coração e com o cérebro, para que juntos e coordenados possam esquecer que há pessoas que fazem as outras sofrer a troco de nada. Sim ela vai deixar de ser tão tola, e recuperar outra vez, e agora definitivamente.

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publicado às 00:43

Pedaços...

por Dona das Chaves, em 14.05.09

Ainda não passou muito tempo desde que ela viu destruídos os seus sonhos, os seus desejos, o seu amor pisado sem dó nem piedade. Sabe que nunca irá recuperar totalmente, mas já consegue ver as coisas de outra forma, já está no caminho que trilhou. Encontrou amizade, encontrou cumplicidade, e sabe que estar feliz, não depende dos outros mas de si. Encontrou, (ou foi encontrada, já não sabe), quem pegou nos pedaços destruídos e a ajudou a colar, e a reparar os estragos. Tem um coração remendado diz ela, mas isso não importa para quem a ajudou a reparar os danos, é assim que nos tornamos mais fortes. Sorri, ao lembrar as mensagens trocadas, as coisas que já disse, e que se deixou levar a dizer. Sim, sentiu novamente vontade de se entregar nos caprichos da vida, sentiu vontade de sair da linha uma ou outra vez. Não o fez ainda, por ser tão racional, por pensar demais antes de fazer qualquer coisa. Lembrou-se da conversa que acabou por mudar o rumo da história, e sabe que da próxima não haverão barreiras imaginárias, que impeçam que duas pessoas possam dar as mãos...

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publicado às 23:53

Escorpião

por Dona das Chaves, em 19.03.09

Ela sente o chão a fugir-lhe debaixo dos pés… como se de repente a terra tremesse e o chão se abrisse perante ela e se preparasse para a engolir. Ao mesmo tempo sente o veneno da picada de um escorpião a entrar-lhe no sistema sanguíneo, veloz como um raio, os pulmões começam a contrair lentamente e o ar que deveria faze-la respirar está longe de cumprir o seu caminho, ao mesmo tempo que o seu cérebro começa a ceder perante as imagens que passam em flash-back, aceleradas. Sente náuseas, arrepios que lhe percorrem da cabeça aos pés, ao mesmo tempo que suores lhe escorrem pelas costas, o seu coração contrai-se perante esta dor tão atroz. Porquê? Ainda é o pensamento que o cérebro dela consegue traduzir, dos últimos acontecimentos da sua vida, o que se passou? Sem conseguir entender mais nada, o veneno já se espalhou pelo seu corpo e lentamente se instalou no seu coração. O cérebro recebe mais uma ordem do coração, de hoje em diante jamais voltará a amar, apenas destilará todo o veneno com que foi picada… sem dó nem piedade...

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publicado às 20:11

Sorriso maroto...

por Dona das Chaves, em 31.01.09

Tenho tantas saudades tuas amor. Nunca o tempo demorou a passar como desta vez. Ainda falta tanto para que voltes. O frio lá fora não ajuda. Aí também não, eu sei. Fazes-me falta. As tuas palavras, os teus gestos, o teu imenso abraço, o teu sorriso maroto quando me tentas baralhar. Sim, tu baralhas-me, mas com gosto. Vou dar corda ao relógio, pode ser que resulte.

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publicado às 23:09

Marinheiro sei que és...

por Dona das Chaves, em 31.03.08
Marinheiro de coração,
Alma de lutador,
Em busca do sonho
de uma vida cheia de cor.

O mar tem como amigo,
E como casa para viver
De lá tira o seu pão,
E tudo o que aprender!

Navegando em mar alto,
Lutando pela vida,
Em cada porto,
Nova saída!

Correndo perigos,
Com coragem de leão,
Enfrenta mares gelados,
Com a vida na mão…

Lutador de coração,
Marinheiro sei que és,
Regressas sempre a casa,
Com o mundo a teus pés!

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publicado às 14:00

Vem, eu espero!

por Dona das Chaves, em 14.03.08



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publicado às 23:42

Nascido para mim...

por Dona das Chaves, em 16.02.08
Ainda me lembro do dia em que o telemovel tocou a anunciar o teu nascimento. Saltei de alegria, meti-me no carro e saí a correr para te ver. Quando lá cheguei, os meus olhos procuraram-te entre os outros, e lá estavas tu, lindo, acabado de nascer para mim. De entre tantos, eras a opção menos má. Não eras como eu tinha desejado, nem de sexo, nem de aspecto, mas que podia eu fazer, mandar pintar? Resignei-me e peguei-te nas minhas mãos, desataste logo a "chorar", a tua mãe logo de volta de mim, a pedir-me que te pusesse novamente no meio dos outros. Marquei-te como meu, dali em diante serias meu. O tempo passou, eu ia-te visitar, cresceste e chegou o dia de te ir buscar. Já tinhas quase dois meses e segundo ordens da senhoria tinhas que sair. Trouxe-te para casa e depressa fizeste amizades, não estranhaste o afastamento da tua mãe. Ainda não tinha um nome para te dar, e ia ser uma decisão complicada, porque cá em casa eu já sei que nomes complicados não são atribuíveis, sob pena de gerarem confusões. Decidi que te daria um nome consoante a tua cara. Olhei para ti, e achei que eras parecido com alguém que eu conhecia desde miúda. Marco, era esse o nome que te ia dar. Só que, tal como os nomes complicados ouve logo quem viesse dizer que não tinha graça atribuir um nome desses, que o teu homónimo podia não gostar ( sei que ele até ia achar graça), e para não haver confusão decidi que não serias Marco. Como surgiu o nome que te atribui, já não me lembro, mas sei que ainda gerou comentários, e ainda hoje não o dizem lá muito bem. Na maioria das vezes chamam-te por outros nomes. Vinhas com um problema nos olhos, que só passou antibiótico( por causa dele, hoje não consigo dar-te nenhum medicamento que não seja injectável, fazes cada cena, é preciso um batalhão para te dar um comprimido) e também usei muita água de rosas. Não te tornaste logo neste fofo que és, eras meio anti-mimos, não gostavas que te agarrasse, e só querias comer ( e hoje e amanhã e nos dias todos). Fui um pouco cruel contigo, não te dei a comida na quantidade que desejavas, mas não queria um obeso em casa, por causa das doenças, e por questões de espaço. Não adiantou, questões genéticas não podem ser assim contrariadas, e lá te tornaste neste colosso que hoje és. Com o passar dos anos, foste como cotumo dizer, refinando, melhorando como o vinho do porto, até te tornares num dependente de mim, da minha companhia, da minha presença para te alimentar. Está aqui ao lado, sentado na mesma cadeira que eu, embora nos outros dias estejas no braço do sofá a olhar-me enquanto digito as palavras no teclado, enquanto esperas que me vá deitar, para ires comigo. Já gostas de mimos, de receber e de dar, já gostas de ficar ao colo, e já gostas de ficar debaixo dos cobertores, sem atrofiares, pudera por vezes as noites são mesmo muito frias.
Adoro esses teus olhos enormes, adoro que me adores. És o meu meninão, como te chamo, o meu nino lindão. Tens a cor que os teus genes permitiram, e hoje já não penso que queria uma menina toda cinzenta, tenho-te a ti, meu gatão. Elvis o Gato, nome de registo, e para que conste, és o rei sim, mas do meu coração.

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publicado às 01:06


O nome desta gaita, não interessa para nada. Interessa apenas aquilo que aqui for postando, dia a dia, ou à noite, tanto faz...Como só tenho um neurónio disponivel, é muito certo que saia asneira de vez em quando, ou quase sempre...

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